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Brutal Entrevista: StringBreaker and the StuffBreakers


A Brutal entrevistou Guilherme Spilack, guitarrista e idealizador do StringBreaker and the StuffBreakers, banda paulista de Blues Rock Instrumental, que tem sua sonoridade enraizada nos anos 60 e 70. Suas composições combinam potência sonora e elementos sofisticados para agradar até aos ouvidos mais exigentes.

1 – Conte um pouco para a gente sobre o início da banda e de como surgiu a ideia de um projeto instrumental. Toquei em muitas bandas nos anos que precederam o StringBreaker, eu colocava as minhas influencias Rock’n’Roll nas músicas, mas o estilo dessas bandas estava mais pro Heavy/ Thrash do que de fato pro Rock. Em 2012 entrei pra Children of the Beast, cover oficial do Iron Maiden na America Latina, e me retirei dos projetos autorais por um tempo. Sempre existiu a vontade de fazer algo meu e com que eu me identificasse completamente e na virada de 2013 para 2014 saiu uma música que acabou sendo o pontapé inicial do String. Segui trabalhando nas ideias que construíram o primeiro disco. No final de 2014 estava produzindo uma banda na qual o Sérgio Ciccone tocava bateria e durante esse processo começamos a conversar sobre essas músicas que estava trabalhando e ele se interessou e acabou gravando. Depois convidei o Robinho Tavares, contrabaixista que acompanha artistas dos mais diversos estilos, de Ed Motta a Luan Santana, pra gravar. Ele gentilmente aceitou e em Maio de 2015 era lançado StringBreaker and the StuffBreakers. A ideia de ser música instrumental é reflexo das minhas referências, quando pensava em ter um novo trabalho autoral imaginava algo como o Blow by Blow do Jeff Beck. Acredito que a música instrumental abre grande espaço para o diálogo musical e o desenvolvimento dos músicos além de propiciar mais liberdade sobre os arranjos e a forma.

2 – Qual é a mensagem que vocês querem passar ao público com suas composições? Acho que não existe uma mensagem especifica nas músicas, ainda mais sem o texto, fica livre pra interpretação de cada ouvinte a estória que se desenrola pelos seus ouvidos. Em contrapartida, no segundo disco tentamos desenvolver com música instrumental uma ideia de roteiro com inspirações em “Independece Day”, com aliens invadindo a terra, batalhas etc… Pra ilustrar claramente o que imaginamos para cada parte, no encarte do “Re-Breaker” tem um quadrinho onde você pode “assistir a música acontecendo”.

Acho que mais que mensagem, temos a missão de mostrar ao público que a música instrumental não é algo reservado a um seleto grupo de entendidos ou que é música pra músicos, que dá pra curtir, se entreter e ser levado pelos sons independente da presença do canto. Quantas pessoas não ouvem Rock com letras em Inglês e outras línguas sem entender uma palavra do idioma e gostam? Será que o que elas gostam não são as melodias? O instrumental também tem melodias incríveis!

3 – Quais os trabalhos já lançados? E onde o público pode encontrá-los? StringBreaker and the StuffBreakers, álbum de estúdio lançado em 2015; Re-Breaker, álbum de estúdio lançado em 2016, Brick in a Tie, álbum de estúdio lançado em 2018, Brick is Alive, álbum ao vivo lançado em 2019. Esses estão disponíveis em CD e também em todas as plataformas digitais. Tem também Travel at The Northern Lands, álbum ao vivo captado durante os shows da nossa tour pelos EUA em Agosto de 2019 que está disponível em todos os canais de streaming e por fim, Lava Lamp, single em vinil produzido em parceria com a Silent Brew Records de New York que não chegou ao Brasil graças a pandemia.

4 – Como funciona o processo criativo e de composição para vocês? E como estão se “virando” durante a quarentena? As ideias vêm das mais diversas maneiras, às vezes melodias me perseguem e acabo entregando pra banda uma ideia completa, formatada e a gente ensaia pra ver se funciona e etc, assim como também pode acontecer de chegar com um pequeno riff e a gente desenvolver junto nos ensaios, testar diferentes abordagens e caminhos até chegar por fim na música completa. Desde o Re-Breaker o processo vem sendo cada vez mais colaborativo e a parada nos ensaios pelas medidas de distanciamento social acabaram travando esse processo. Temos umas 6 músicas novas prontas e estávamos trabalhando no material para o próximo disco. Chegamos até a lançar uma música nova, chamada “A Message Instead” no formato de vídeo split no nosso canal do YouTube. Pra não deixar o nosso público sem música e respeitar as indicações da OMS, lançamos semanalmente no nosso canal do YouTube vídeos em formato split tocando as nossas músicas e versões que estão no repertório. As que estão saindo agora são pedidos do público através de enquete no Instagram da banda, inclusive.

5 – Alguma novidade vem por aí? Fale um pouco sobre os planos da banda para o futuro. Toda segunda-feira rola vídeo no canal da banda, e seguimos nos planos de realizar um próximo álbum que provavelmente deve vir no pós pandemia. Também pensamos em uma segunda tour pelos EUA, mas agora fica difícil prever qualquer coisa pro futuro, inclusive aqui no Brasil, já que as casas noturnas são um dos ambientes mais favoráveis ao contágio, por ter um grande acúmulo de pessoas e pouca ou nenhuma circulação de ar.

6 – Deixe uma mensagem para a galera aqui do Paraná! Alguma chance de tocarem por aqui quando for possível? Gostaria de agradecer você, Andreza e todo pessoal da Brutal Heavy Metal Store pela atenção e pelo espaço. Foi um prazer poder conversar com vocês! Obrigado também ao grande amigo Carlos André Oliveira, que nos colocou em contato e a todos vocês que deram um pouco do seu tempo, atenção e do seu dia lendo essa entrevista. Esperamos sim tocar aí em Ponta Grossa! Pra isso, vocês pode nos ajudar pedindo o StringBreaker nas casas daí. Se os donos dos bares entendem que é economicamente viável trazer uma banda de São Paulo pra aí, com os custos de viagem, hospedagem e cachê, não tem por que não viabilizar a data. Agora, sem a procura do público, fica mais difícil pra gente convencer eles disso. Mais uma vez, obrigado, se cuidem e até breve!


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